Prontuário

Prontuário Eletrônico e LGPD: O Que Todo Psicólogo Precisa Saber

Profissional de saúde escrevendo anotações em prontuário

Prontuário de sessão de psicologia guarda um dos tipos de dado mais protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): dado sobre saúde, incluindo saúde mental, entra na categoria de dado sensível — com exigências mais rígidas do que um cadastro comum.

O que muda quando o dado é "sensível"

Dado sensível exige base legal mais criteriosa pra tratamento, cuidado redobrado no armazenamento e resposta mais rápida em caso de incidente. Isso vale independente de o prontuário estar num sistema, numa pasta do computador ou em papel — a lei não protege o formato, protege o conteúdo.

Consentimento não é burocracia opcional

Informar o paciente, já na primeira sessão, que os registros da sessão serão guardados, com que finalidade e por quanto tempo, não é só ética profissional — é exigência legal. Isso pode (e deve) constar num termo simples assinado no início do acompanhamento.

Papel também é dado — e também precisa de proteção

Existe a ideia de que só dado digital entra na LGPD. Não é verdade: prontuário em papel guardado numa gaveta sem controle de acesso também é tratamento de dado sensível, e também está sujeito às mesmas obrigações de segurança e sigilo.

O que muda de verdade com prontuário eletrônico

A vantagem real de um prontuário eletrônico bem feito não é só praticidade — é rastreabilidade: quem acessou, quando, e criptografia no armazenamento, coisas que uma pasta física simplesmente não oferece. Isso ajuda a comprovar boa prática em caso de qualquer questionamento.

Tempo de guarda: não é indefinido, mas também não é curto

O Conselho Federal de Psicologia orienta guarda mínima por tempo considerável após o fim do atendimento — o prontuário não deve ser descartado logo depois do encerramento do processo terapêutico. Vale ter uma política clara de quanto tempo guardar e como descartar com segurança quando chegar a hora.

Na prática, três hábitos resolvem a maior parte do risco

Registrar o essencial (não excesso de detalhe sensível desnecessário), restringir o acesso só a quem precisa ver aquele prontuário, e ter um lugar único e seguro pra guardar tudo — em vez de anotações espalhadas entre papel, e-mail e aplicativo de mensagem — já resolve a maior parte do risco de exposição indevida.

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