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Tesouro Direto: Guia Completo para Quem Está Começando

Tesouro Direto: guia completo para iniciantes

O Tesouro Direto é, hoje, a porta de entrada mais indicada pra quem nunca investiu — inclusive por instituições financeiras e educadores financeiros, sem ligação com nenhuma corretora específica. Entenda como funciona antes de comprar o primeiro título.

O que é o Tesouro Direto?

É um programa do governo federal que permite qualquer pessoa emprestar dinheiro pro Tesouro Nacional comprando títulos públicos, com valores a partir de pouco mais de R$ 30. Em troca, o governo paga juros sobre esse valor até a data de vencimento do título.

É considerado o investimento de menor risco do mercado brasileiro, porque o governo federal é o devedor com menor chance de calote dentro do país.

Os 3 tipos principais de título

Tesouro Selic (LFT)

Acompanha a taxa Selic. Tem baixíssima variação de preço no meio do caminho, o que o torna o mais indicado pra reserva de emergência e objetivos de curto prazo — dá pra vender antes do vencimento sem risco relevante de perder dinheiro.

Tesouro Prefixado (LTN)

Taxa de juros fixa, definida no momento da compra (ex: 11% ao ano até o vencimento). Você sabe exatamente quanto vai receber se levar até o final — mas se vender antes do prazo, o preço pode ter subido ou caído bastante nesse meio tempo.

Tesouro IPCA+ (NTN-B)

Paga a inflação (IPCA) do período mais uma taxa fixa. É o título pensado pra objetivos de longo prazo (aposentadoria, por exemplo), porque garante que o dinheiro renda acima da inflação até o vencimento.

O que é "marcação a mercado" (e por que isso assusta gente)

Diferente da poupança, o preço dos títulos prefixados e IPCA+ oscila todo dia antes do vencimento — sobe quando a expectativa de juros futuros cai, e cai quando essa expectativa sobe. Se você vender antes do vencimento nesse momento de baixa, pode ter prejuízo, mesmo sendo Tesouro Direto.

Isso só acontece se você vender antes do prazo. Levando até o vencimento, você recebe exatamente a taxa contratada na compra. É por isso que o Tesouro Selic (que quase não oscila) é o recomendado pra quem pode precisar do dinheiro a qualquer momento.

Como comprar

  1. Abra conta numa corretora de valores (a maioria não cobra taxa de abertura nem manutenção)
  2. Transfira o valor que vai investir
  3. Acesse a plataforma do Tesouro Direto pela própria corretora e escolha o título

Você não precisa ter conta em banco tradicional pra isso — só uma conta em corretora habilitada.

Quais as taxas envolvidas?

Tesouro Direto x CDB: qual escolher?

Não são concorrentes diretos — são complementares. O CDB tende a ter uma vantagem quando o percentual do CDI oferecido é bom (acima de 100%) e a instituição é sólida. Já o Tesouro Direto vence em segurança máxima (é literalmente a dívida do governo) e em previsibilidade para prazos mais longos, especialmente com o IPCA+. Muita gente usa os dois ao mesmo tempo, cada um pra um objetivo diferente.

Regra prática: Tesouro Selic pra reserva de emergência, Tesouro IPCA+ pra objetivos de mais de 5 anos (como aposentadoria), e prefixado só quando a taxa oferecida estiver claramente atrativa e você puder segurar até o vencimento.

Veja também: Poupança, CDB ou Tesouro Direto: qual escolher?

Organizando isso no seu planejamento

O maior erro de quem começa a investir é tratar isso separado do resto da vida financeira — sem saber quanto realmente sobra pra investir todo mês depois das contas fixas. O FinHub Pessoal aplica a regra 50/30/20 automaticamente sobre seus lançamentos, então fica claro quanto da sua renda pode ir pro "futuro" (a fatia de investimentos) antes de decidir qual título comprar.

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